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Pílulas anticoncepcionais: Como funcionam? Quais são os tipos disponíveis?

Criada na década de 60, nos Estados Unidos, com o objetivo de permitir que as mulheres pudessem ter relações sexuais sem a insegurança da gravidez, o medicamento se tornou um marco na trajetória feminina na luta pelos seus direitos e liberdade. Ao longo das últimas décadas, a comunidade científica e a indústria farmacêutica vêm investindo no aprimoramento do medicamento com o objetivo de aumentar a eficácia e reduzir os efeitos colaterais.

Mas, mesmo com tantos anos de história, ainda existem muitas dúvidas em relação às pílulas. Para te tirar do escuro, reunimos aqui algumas informações que vão te ajudar a chegar no consultório do seu ginecologista mais preparada para decidir o que é melhor para você. Veja só:

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Hormônios

A maioria das pílulas anticoncepcionais é composta por dois hormônios: o estrogênio e o progestagênio.

Evolução

Com o passar dos anos, a pílula foi passando por aprimoramentos como redução das doses hormonais, surgimento de novos progestagênios, introdução do estradiol na composição (hormônio bioidêntico, ou seja, estrogênio igual ao produzido pelos ovários), e novos regimes de administração, que significa uma forma como a pílula é tomada.

Indicação e eficácia

Tem eficácia de 99%. Com a evolução das pílulas, o método passou a ser utilizado também no tratamento de sintomas e patologias como cólicas menstruais, sangramentos irregulares, TPM, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, acne e até mesmo aumento de pelos. 


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Prós

Estudos científicos indicam que a pílula anticoncepcional pode reduzir a incidência de câncer de ovário e de endométrio, doença benigna da mama, desenvolvimento de cistos ovarianos, artrite reumatoide, doença inflamatória pélvica (DIP), anemia por deficiência de ferro.

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Contras

As pílulas combinadas (que contém estrogênio e progestagênio) são contraindicadas para mulheres fumantes com 35 anos ou mais, hipertensas, com histórico familiar de trombose e outras doenças cardiovasculares. O uso das pílulas pode aumentar o risco de complicações vasculares como trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).


Tipos de pílulas anticoncepcionais

1. Pílula Monofásica

A mais popular entre as mulheres, tem a dose de estrogênio e progestagênio constante durante o período de tratamento. O início do uso deve ser no primeiro dia da menstruação e, a partir daí, com pausa de 4 ou 7 dias ao final da cartela ou mesmo em uso contínuo, ou seja, sem pausa entre as cartelas de acordo com o tipo de pílula.

2. Minipílula (pílula de progestagênio isolado)

Indicado para mulheres lactantes ou com contraindicação ao uso de estrogênio, possui apenas progesterona. Deve ser tomada sem interrupção.

3. Pílula do dia seguinte

Não é um método para uso rotineiro e deve ser usada somente em situações de emergência após uma relação sexual sem proteção ou quando há suspeita de falha de método anticoncepcional rotineiramente utilizado.